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domingo, 31 de maio de 2015

E a feira voltou...ao Marquês



Há alguns anos que não me juntava a esta profissão de fé, a esta romaria ao santuário do erudito, uma espécie de Fátima da retórica. 
E como em tudo o resto, era diferente a feira do dez de Junho (sim terminava sempre no dia de Portugal)
Era uma feira sem classes. As livrarias nacionais, os alfarrabistas, os centros culturais, as associações e as livrarias de bairro acotovelavam-se nos corredores da calçada do eduardo VII ou da baixa liberdade, sem privilégios de marca, um pavilhão para cada expositor, quem tem livros tem barraca.
E, como em tudo o resto, esfumou-se o idealismo juvenil das pequenas editoras, num mundo de leitores cada vez mais virtuais  
E, como em tudo o resto, os livros já não se vendem sozinhos e a feira do livro é uma sucessão de espaços alternativos, áreas VIP - desta vez reservadas aos editores da consolidação do mercado - com zonas de caixa, anfiteatros e áreas de conferências, autores que concedem autógrafos, como se fossem filas de caixa e sistemas de alarme que cercam o espaço exclusivo dos novos donos dos bestselleres, tocam por tudo e por nada, será do vento ou porque há mais livros que leitores.
E, como tudo o resto, os livros já não se vendem sozinhos.
Farturas, algodão doce, imperiais e cachorros, intrometem-se nas zonas de leitura e as roullotes boutique das iguarias com mais marketing do que sabor, brilham de cor e tudo fazem para ofuscar a solenidade do santuário.
Numa banca ainda mais colorida que a cor, as demonstrações da Bimby vendem livros de culinária, e o mundo tornou-se muito visual
Vida difícil, a do livro
Muitas mudanças, demasiadas mudanças para este saudosista vintage, desconfiado com estes sinais do retalho da terceira geração.
Mas a feira estava cheia, as famílias atropelavam-se com crianças ao colo e adolescentes excitados e havia mais miúdos de volta das estantes de livros do que das barracas de algodão doce.
Sempre cheia, e havia mais literatura infantil do que bancas de ideologias e modos de vida esotéricos.
Afinal há esperança



Um espelho com vida própria




Diante de mim desfilava a vila da costa azul, agitavam-se os automóveis de coleção, exibia-se o mercado de sabores sofisticados, pavoneavam-se os símbolos da época dourada das monarquias sem fronteiras.
Intemporal e imune à brisa do presente.
Mas no espelho retrovisor vive uma outra aldeia!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sonhos de uma noite de verão





E se um dia os extraterrestres decidem salvar o planeta?



Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one